Tudo de Pernas para o Ar! Nova gestão, propostas inovadoras, boas intenções e a tradicional troca de “elogios” entre os antigos e os novos integrantes da nova diretoria condominial são elementos quase sempre presentes nas eleições de novas chapas para a composição da segunda diretoria do condomínio. Afinal, na primeira eleição o síndico foi escolhido a dedo, apontado e aclamado por unanimidade, motivado principalmente pelo enorme desinteresse coletivo que rondava o cargo.
O papel de síndico traz com ele uma enorme responsabilidade, fazendo inclusive com que algumas pessoas mudem radicalmente de postura assim que instituídas; por exemplo: aquela senhora simpática do 8º andar pode se tornar a bruxa do 71 em pessoa, e aquele rapaz despojado do 3º andar pode se tornar o Bruce Willis em “Duro de Matar” ou melhor: em “Duro de Aguentar”. Portanto, na ocasião, o cidadão acabara de ganhar duas novas profissões, a primeira de síndico e a segunda de pára-quedista honoris causa, com uma responsabilidade enorme nas mãos e uma dor enorme na cabeça.
Para evitar situações como essas é de suma importância a contratação de uma administradora condominial que, dentre outras atividades, execute também as atividades do síndico, contrata pessoal, prepara a previsão de despesas, presta contas para os moradores, elabora a folha de pagamento, promove a cobrança das contribuições condominiais e pagamento dos encargos do condomínio e ainda recolhe os tributos e contribuições fiscais e trabalhistas.
No entanto, apesar do fato dos Condomínios (no sentido de coletividade) existirem desde os tempos mais remotos, foi somente nos últimos anos que a figura do administrador condominial como gestor profissional ficou mais evidente e ganhou força para conquistar as Assembléias a aprovarem no rateio das despesas a verba necessária para sua contratação.
No Brasil, as administradoras condominiais estão se especializando e se profissionalizando de maneira cada vez mais rápida. Inicialmente, elas foram ganhando força e se estruturando no eixo Rio-São Paulo, mas agora elas começam a se espalhar por todas as grandes capitais, auxiliando os síndicos a profissionalizarem seus condomínios e a melhorarem suas gestões financeiras e contábeis.
Nesta toada, a informática tem se tornado a grande aliada do administrador e uma peça fundamental nesse quebra cabeça de gerenciar pessoas, pois pode divulgar, em tempo real, a todos os moradores, todas as ações, balanços e despesas condominiais executadas no decorrer do mês, diminuindo a distância entre o síndico e o condômino.
É importante ressaltar que, os brasileiros em geral têm o hábito de serem desinteressados e de se omitirem dos processos administrativos condominiais, porém virem posteriormente tomar satisfações com relação a execução de serviços e despesas efetuadas pelo condomínio. Tomando isso como fato, é necessário que a administradora esteja em plena sintonia com o síndico e com o conselho administrativo, que será o elo principal de comunicação com os condôminos.
Olhando para o futuro com uma visão bastante otimista, poderíamos dizer que o famoso jargão “Chame o Síndico” será em breve substituído por “ Chame a Administradora” ou “Chame o Síndico Profissional” que, na ocasião deverão estar preparados para assumir e solucionar os conflitos existentes no prédio, evitando que o mesmo se transforme no “samba do crioulo doido”, procurando sempre levar o bom senso e estabelecendo paz e tranqüilidade para os que ali moram ou trabalham.
As administradoras condominiais têm espaço de sobra para crescer no país, principalmente em Goiânia, que, impulsionada pelo aumento de habitantes, pela explosão dos condomínios verticais e horizontais e ainda pela entrada do novo conceito de Condomínio-Clube, faz com que esse mercado seja pujante e totalmente aberto para novos e bons profissionais administradores.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
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